Tirinha sobre trabalhadoras domesticas de Leandro Assis

Desempregadas: apoie o isolamento social das Trabalhadoras Domésticas

Tirinha de Leandro Assis

Algumas das notícias mais chocantes desta pandemia são sobre trabalho doméstico. A trabalhadora encontrada trancada num cômodo e que era escravizada por uma empresária, casos de trabalhadoras que se contaminaram e foram demitidas, apesar de a contaminação ser considerada acidente de trabalho e, portanto, sob direitos trabalhistas, a que foi infectada pelos patrões e foi o primeiro caso de morte por COVID-19 do Rio de Janeiro, a triste e revoltante morte do menino Miguel enquanto sua mãe trabalhava. Mulheres que tentavam manter seus empregos em meio à incerteza dos tempos que vivemos. 

O teor escravocrata destas notícias é alarmante, não acha? E, além dessa carga histórica de maus tratos, as trabalhadoras domésticas sofrem com outra das consequências do isolamento: o desemprego. Com essa preocupação, a Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad) explica os problemas enfrentados pela categoria e pede apoio à campanha de doações “Cuida de Quem te Cuida“.

Veja no vídeo as falas da categoria, que tem mais de 7 milhões de trabalhadoras. E não esqueça: serviço doméstico NÃO é serviço essencial! Se você contrata serviços destas profissionais, mantenha o pagamento enquanto elas praticam isolamento social. Os filhos destas trabalhadoras estão em campanha contra as demissões
Respeite as profissionais e lave os pratos na quarentena.

Para doar
Banco do Brasil
Fenatrad
Ag. 3457-6
C.c. 75760-8
CNPJ: 31. 709.841-0001/04

Sobre a morte do Menino Miguel
Morte de menino que caiu do 9º andar no Recife gera revolta nas redes [Carta Capital]
Morte de Miguel expõe o racismo estrutural por trás das desigualdades no Brasil [Marco Zero Conteúdo]
Mãe de menino que caiu de prédio é funcionária da prefeitura de Tamandaré, mas trabalhava de doméstica na casa do prefeito [G1]

Ficha técnica do vídeo
Roteiro e Direção: Elisa Brites
Edição e Finalização: Junior Vieira
Colaboração: Luiza Batista (Fenatrad), Jurema Brites, Mary Castro e Thaís Montcelli

Imagem
Tirinha de Leandro Assis

Cocar vendido pelos Fulni-ô

A pandemia na Aldeia: a resistência Fulni-ô em tempos de COVID-19

APOIE A ARTE FULNI-Ô! APOIE A LUTA INDÍGENA! Cocares belíssimos como esse estão sendo vendidos e rifados

Já sabemos que a pandemia do COVID-19 paralisou diversas atividades e espaços do cotidiano. Nos ambientes urbanos, quem possui o privilégio de trabalhar de casa, se isola. E quem não possui, se expõe em trabalhos precarizados para evitar a miséria. Muites nem essas duas opções possuem. Se nas cidades, milhões se desdobram para garantir a sobrevivência das próprias famílias, como andam as comunidades dos interiores? Como estão as condições dos povos indígenas? 

Xicê Fulni-ô, agente de saúde de Águas Belas, explica em entrevista os desafios enfrentados pela sua comunidade. “Todo mês de abril, os Fulni-ô tem o costume de viajar pelas capitais fazendo apresentações de dança e vendendo artesanato. A capital mais próxima é Recife, mas os artistas visitam várias cidades, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, entre outras”, diz ele. Além das apresentações culturais, o  Grupo Cultural Indígena Walê Fulni-ô viaja pelo país e também faz visitas a escolas, apresentando sua cultura a não-indígenas de forma educativa. As apresentações e as vendas de artesanato do mês de abril compõem boa parte da renda da comunidade, habitada por cerca de 4 mil pessoas, que também praticam agricultura de subsistência. Como este ano, as atividades e viagens tiveram que ser canceladas, as pessoas da aldeia estão contando com a solidariedade da sociedade civil e com as ações governamentais.

“Algumas pessoas conseguiram o auxílio emergencial do governo, mas muitas ainda estão na fila de espera. Está sendo uma situação muito difícil pra todos nós. No momento, estamos dependendo de doações de cestas básicas e materiais de higiene, muitas vindas de ONGs que já mantinham alguma parceria conosco, mas também de pessoas anônimas de outras regiões. Chegamos a fazer uma rifa de cocar, mas ainda estamos precisando de ajuda”, ressalta Xicê. Além da rifa, a comunidade está com uma vaquinha aberta para apoiar o Grupo Walê. Não devemos esquecer de apoiar os povos originários no enfrentamento dessa pandemia: além de ser um ato de solidariedade, é um ato de reparação histórica. Os Fulni-ô, assim como outras comunidades indígenas, não são priorizados de forma adequada pelo governo. Cabe a nós enquanto sociedade apoiar a luta e o trabalho indígenas.

Apoie: Rifa de cocares | Vakinha do grupo Walê

Vidas indígenas importam
Vidas indígenas importam

A PANDEMIA NA COMUNIDADE FULNI-Ô DE ÁGUAS BELAS EXPLICADA POR XICÊ

Dos efeitos do isolamento às estratégias de contenção do contágio na aldeia, os Fulni-ô contam com a força coletiva, apoios externos, cuidados com a saúde e a conexão com a espiritualidade.

Efeitos do isolamento

“Nós indígenas, temos o costume de ficar muito próximos. Foi difícil [o isolamento]. Mais de 14 pessoas da equipe  [de saúde] contraíram o vírus, inclusive eu. Só agora está tudo mais tranquilo, o que não quer dizer que estamos livre do COVID-19. Mas agora podemos ter mais tranquilidade. Estávamos limitados a ir na cidade pra comprar alimentos, porque os mercados ficaram fechados, as feiras livres também, então faltava até alimento. Foi um caos na comunidade – imagine como é numa cidade grande, no interior fica mais difícil. Eu percebo, porque também sou agente de saúde, mas trabalho com as plantas medicinais. Eu fiquei um mês de quarentena porque não tinha condições de trabalhar, mas todos estavam empenhados em ajudar”.

Saúde Indígena na Pandemia

Xicê explica que várias informações sobre a prevenção da doença chegaram remotamente através da equipe do Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), órgão responsável pela saúde indígena, que indicou uso de EPIs e produtos de higiene como álcool em gel. “A SESAI criou uma equipe multidisciplinar, com médicos, enfermeiros, técnicos, odontólogos, psicólogos, nutricionistas”, ressalta.

Casos na aldeia

Segundo Xicê, “estima-se que mais de 400 pessoas pegaram o COVID, só que se recuperaram. Cinco pessoas chegaram a óbito, porque as 3 mulheres tinham mais de 70 anos e com histórico de pneumonia, os outros 2 mais jovens tinham histórico de diabete e tuberculose, e só tiveram assistência depois, porque ninguém sabia. Muitos ficaram doentes dentro de casa acamados e não sabiam como proceder porque não sabiam que doença era aquela, se imaginava que era uma gripe muito forte, doia os ossos, a cabeça, que cansava”. O receio em levar pessoas doentes ao hospital, o alarde sobre a doença na imprensa e a crescente falta de recursos estão sendo contornadas com os apoios. Mas “isso tudo causou muito estresse, ansiedade, problemas psicológicos em nós, indígenas. Eu tô na linha de frente ajudando meus indígenas a entender, procurar ajudar ligeiro, não ficar achando que é uma gripezinha”.

Contenção da Doença

Xicê ressalta que os Fulniô estão “fazendo barreiras nos pontos da aldeia onde tem o tráfego de carros, motos, pessoas, colocando álcool em gel nas mãos, na ida e na volta, oferecendo máscaras. O nosso dia dia tá sendo esse, somos nós mesmos indígenas que estamos levando nas costas, com a ajuda do governo, município, das pessoas que se sensibilizam com os povos indígenas”. Ressalta o papel dos agentes de saúde, que “vão nas portas ver quem está com síndrome gripal, com tosse. Cada semana fazem um somatório e até hoje não foi notificado um caso de gripe”. Ele acrescenta: “Temos que buscar a fé e a espiritualidade, mas a medicina faz sua parte. Eu agradeço muito porque, você veja uma comunidade com 4mil indígenas e apenas 5 óbitos…”

Para informações sobre a contaminação de indígenas no país, veja o mapa do Instituto Socioambiental

Marsha P. Johnson e Sylvia Rivera em marcha em 1973

Orgulho LGBTIA+ e a pandemia: a solidariedade entre todes

Marsha P. Johnson (esquerda) e Sylvia Rivera (direita) com Joseph Ratanski em marcha em 1973

Estamos nos ultimos dias de junho, mês de recordar, aplaudir, abraçar as causas LGBTIA+ (lésbicas, gays, bissexuais, trans, intersexuais e assexuais) em todo o mundo. O mês foi escolhido por marcar a data 28 de junho de 1969, no bar Stonewall, em Nova York/EUA, onde o orgulho começou. Mulheres e homens trans, gays, lésbicas, pessoas não-binárias e, especialmente, travestis como Marsha P. Johnson e Sylvia Rivera resistiram às violentas batidas políciais feitas ao bar, que tinham o objetivo de intimidar as sujeitas que frequentavam o local, conhecido por acolher pessoas dissidentes sexuais. Pois elas e eles não se fizeram de rogados: por duas noites realizaram protesto em frente ao bar, com discursos e garrafadas. Um ano depois a organização resultou na primeira Parada do Orgulho LGBT, reverberando depois no Brasil, como lembra Jovanna Cardoso.

Por isto neste mês ficam mais visíveis as campanhas de orgulho e solidariedade que acontecem todos os dias. O Instituto Transviver, em Recife, está engajado na arrecadação de alimentos e materiais de limpeza destinados a comunidade LGBTIA+ desde o início da pandemia. Promovendo rifas, vendendo camisas, em parcerias com empresas e engajando a sociedade nesta solidariedade. Já em Petrolina, o Cores – Movimento de Defesa da Cidadania e do Orgulho LGBTQIA+ está em colaboração com a Rede LGBT do interior de Pernambuco e o Movimento Leões do Norte para acolher e apoiar pessoas em vulnerabilidade.

É o caso do Mês urgenT, uma iniciativa em prol da AMOTRANS para arrecadação de grana para cestas básicas destinadas às pessoas trans e travestis de Pernambuco. A associação também se preocupa com o atendimento psicoterapeutico necessário ainda mais nestes dias de pandemia em que parte desta população vive em subempregos ou desalento trabalhista. A pesquisa da ANTRA nos escancara que o número de assassinatos contra mulheres trans e travestis aumentou em 49% durante o período de quarentena, como o feminicídio da última quinta-feira. Junta-se a isso e expulsão escolar, gerando a falta de oportunidades.

As campanhas vem se contrapor a cisgeneridade e suas formas de controle e exclusão. Por isto encontraremos campanhas mescladas, que envolvem arrecadação de subsídios mas também valorização, celebração e visibilidade de trabahadoras, artistas e políticas LGBTIA+, trazendo também debates afirmativos sobre as identidades e orientações sexuais, propagando a educação e o respeito da população. Provocando afetividade e empatia.

Keila Simpson, na abertura do Travestilizando 2020, resumiu bem: “Orgulho de sermos quem somos [neste] isolamento social. A gente ta com essas atividades todas nesse mês acontecendo pra falar de reação, pra demosntrar que a gente ta reagindo bastante com relação com o que acontece na nossa comunidade. A gente tem reinventado muito dessa forma de fazer nova, de inventar coisas novas, de fazer ações importantes que reverbera sobre toda a comunidade. E ai a gente aqui não está nenhuma vez cobrando protagonismos, nunca cobramos esses personalismos. Sempre trabalhamos muito pelo coletivo. A gente faz com que tenha essa empatia, de todas as nossas produções, de todas as nossas atividades, ter sempre essa resposta muito positiva da comunidade que está conosco, sendo pessoa trans, sendo pessoa cis, de qualquer identidade, de qualquer forma que se apresente. Então a gente não faz muito essa assepcia de pessoas. Nós somos um grupo, uma instituição nacional que cada vez mais quer incorporar diversas pessoas, diversos temas, dentro desse nosso universo”.

DOE para as LGBTIA+, compartilhe esse texto, vamos espalhar o orgulho e a solidariedade <3

Para doar e apoiar
Grupo Transviver | Venda de Camisas
AmorTrans |Campanha Mês urgenT
Rede LGBT do Interior de Pernambuco
Movimento Leões do Norte
Cores – Movimento de Defesa da Cidadania e do Orgulho LGBTQIA+

Ações
Campanha de financiamento Festival Online Favela LGBTQ+
Grupo de apoio psicológico a jovens LGBT
Programa de rádio LGBT no Ar
Casamento LGBT coletivo ONLINE dia 28/06
Coordenação Municipal da Política de Atenção à Saúde Integral da Pop. LGBT do Recife

Para saber mais
Veduca LGBT+ conceitos e história
LGBTFLIX
Aliança Nacional LGBT: Manual de respeito a população LGBT para comunicadores/as
Cartilhas ANTRA

Conheça e apoie Caranguejo Tabaiares

Caranguejo Tabaiares é uma comunidade ribeirinha localizada em área central do Recife. Por sua localização, vem sendo alvo da especulação imobiliária somada a pressões de remoção por parte do Estado. Com dificuldades de infraestrutura, principalmente saneamento, a comunidade, com 5 mil famílias, sonha com um projeto urbanístico que traga melhorias pros moradores sem retirá-los do seu local. Querem permanecer no seu lugar, que é, acima de tudo, afetivo. Mas é também onde criaram suas redes de trabalho e de cooperação. 

Com a pandemia, as dificuldades aumentam, famílias grandes se apertam em casas pequenas e tem o espaço da rua como extensão de suas moradias. Manter-se isolado é um desafio. Muitas moradias também não tem água encanada. Fora isso, a maioria dos moradores e moradoras tem sua renda ligada ao trabalho informal, que agora está comprometida e depende de verdade, da solidariedade de outras pessoas para permanecer uma comunidade unida e viva nesse momento.

Como doar
Banco do Brasil
Ag.: 1833-3
Conta Poupança: 24332-9
Variação: 51
Clube de Idosos Unidos Venceremos
CNPJ: 05.699.639/001-20

Ao fazer sua doação, se puder, envie o comprovante para que a entidade possa conferir se a doação chegou <3

Instagram | Facebook

Pias comunitárias para higienização colocadas em Caranguejo Tabaiares

Orquestra de Frevo em Olinda

HOJE: Live de Frevo arrecada cestas básicas pra artistas Olindenses

Saudade do carnaval né minha filha? Então bora HOJE pra a live de frevo em solidariedade aos artistas que fazem a nossa folia.

O covid-19 chegou no Brasil um pouco depois do carnaval, então conseguimos curtir a festa que passamos o ano todo esperando. Quem não está lembrando das aglomerações gostosas do sobe-desce nas ladeiras de Olinda? Se em condições normais viver da cultura já era difícil, agora está muito mais complicado. Novamente, a solidariedade se faz necessária e poderá ser praticada enquanto matamos a saudade do nosso carnaval!

Hoje vai rolar uma live frevística e solidária no canal do YouTube e na página de Instagram (t.c.m.j.causa_ganha) da T.C.M.J. Causa Ganha a partir das 18h e quem vai garantir esse momento folião pra nós é a Orquestra de Bolso. O objetivo do evento virtual será arrecadar fundos e alimentos para aqueles artistas e profissionais que fazem a nossa festa mais amada ser a melhor do mundo: os músicos <3! Vamos retribuir, em forma de solidariedade, através de doações, àqueles que garantem que a nossa festa aconteça. Você pode contribuir com doações financeiras ou, ainda, entregando alimentos nas sedes do Cariri Olindense e da Pitombeira dos Quatro Cantos.

Não vacila! Faz a sua doação, se liga nos pontos de arrecadação e se esbalda na live!
Vamos ajudar as agremiações a conseguirem 500 cestas básicas!

Além da live de hoje, a T.C.M.J. Causa Ganha está com a campanha de adoção de famílias, com a doação de uma cesta básica por mês para garantir a alimentação de pessoas que não conseguiram o auxílio emergencial do governo.

Anúncio da Live solidária da T.C.M.J. Causa Ganha

SERVIÇO

Sede da Pitombeira: Rua 27 de Janeiro, 128, Carmo, Olinda
Sede do Cariri: Rua Cândida Luísa, Guadalupe, Olinda (próxima à escadaria do Largo do Guadalupe)
Contato de Whatsapp: (81) 9.9740-3271 [Sílvio Andrade]
Dados Bancários:
Andrea Maria S S Andrade
Caixa Econômica Federal
Conta: 7033-3
Ag: 2193
Op: 013

Aviso: várias agremiações estão juntas nessa campanha. Caso vá levar cesta básica ou contribuições nos pontos de arrecadação, favor pedir para anotar a agremiação à qual se destina.

Doe para a Comunidade Frei Damião

Os efeitos da quarentena não acabaram! Continuamos numa luta diária para que a pandemia não avance em bairros periféricos. Mesmo com a flexibilização, as comunidades continuam sofrendo as consequências do isolamento, do desemprego generalizado e da negociação das leis trabalhistas. Por isso, republicamos aqui o pedido que continua URGENTE de doações para a Comunidade Frei Damião, em Caetés 1, Paulista. 

A comunidade está com ações de solidariedade para o momento da pandemia. Estão arrecadando algumas doações, mas não o suficiente para atender as cerca de 130 famílias de lá.

Se você pode, DOE, espalhe essa imagem.Qualquer apoio continua se fazendo necessário.

Imagem para compartilhamento nos Stories de Instagram
Kombi do movimento cultural Cores do Amanhã

CLASSIFICADOS SOLIDÁRIOS

Para os coletivo conseguirem realizar as coletas e distribuição de cestas, eles precisam um pouco mais além de boa vontade. Para o Cores do Amanhã, sem a kombi que transporta os materiais das doações para a sede, fica bem difícil continuar a campanha. Acontece que esta kombi bateu o motor e com os custos altos de motor e lataria, e o grupo precisa arrecadar uma grana pro conserto.

Para colaborar, entre em contato com o Coletivo!

Dados bancários:
Banco do Brasil Agência: 4118-1 
Conta Corrente: 20.766-7
Doação em nome do Movimento Social e Cultural Cores do Amanhã
CNPJ: 13.449.687.0001-99
Tel.: (81) 9.8876.3593 (Jouse Barata  – Presidente)

Se seu coletivo ou campanha está com alguma urgência que precise de divulgação imediata, manda pra a gente em mapasolidario@riseup.net =)

Grafite de Shell Osmo com pessoa de máscara

É nós por nós resistindo à pandemia

Entidades e movimentos seguram as pontas do COVID-19 nas comunidades e precisam de muito mais apoio. Grafite de shell_osmo

Duas semanas sem Ministro da Saúde em meio a isolamento social e contaminação que só aumenta. Os últimos meses não estão fáceis de enfrentar e chegam a gerar desespero quando se olha pra cima, onde se resolve a política institucional. Mas quem esteve olhando também para os lados pode ter avistado no horizonte uma outra política. Para além das ações do Estado, as ações de movimentos sociais e entidades são fundamentais para o enfrentamento da pandemia. É a solidariedade de cada uma e cada um que fortalece laços comunitários e segura as pontas no apoio a quem está em vulnerabilidade.

Nós do Mapa Solidário agradecemos às pessoas que têm compartilhado nosso agregador de campanhas, feito doações e convencido amigos e amigas a doar e propagar. OBRIGADA, GENTE <3 A solidariedade de vocês fortalece muitas famílias e ajuda a manter o trabalho dos coletivos e movimentos sociais na pandemia. 

Mas ainda não podemos economizar cliques nem compartilhamentos! A cada mês que passa, é mais difícil para as campanhas atingirem suas metas. Ouvimos das entidades relatos de aumento da demanda por alimentos e diminuição da quantidade de doações. Sabemos que está difícil pra a trabalhadoras e trabalhadores, como sempre. Então temos de atingir mais gente, pra que as várias pequenas ajudas se somem em um grande apoio. <3
A realidade não está bonita e tende a piorar, já que demissões em massa aumentam ainda mais o abismo econômico entre ricos e pobres, além das demais opressões que nos afligem. Não nos enganemos: será através de apoio mútuo que resistiremos ao COVID-19. Então, neste novo mês de junho que se avizinha, não vamos descansar os dedos nem economizar nas palavras. Vamos:

DOAR;
– COMPARTILHAR as campanhas;
– PEDIR para amigas/os compartilharem e doarem;
– OFERECER seus conhecimentos ou serviços a campanhas e entidades;
– ESCUTAR alguém neste momento tão delicado.

Resistamos juntos. A solidariedade muda a vida. 

Gris Solidário e Centro Mário Andrade juntos na resistência ao COVID-19
Rede Orgânca Periférica de Olinda

Rede Orgânica Periférica de Olinda (Campanha Enfrente)

A Rede Orgânica Periférica de Olinda é um coletivo criado em caráter emergencial reunindo lideranças e organizações das comunidades periféricas de Olinda como Peixinhos, Alto Sol Nascente, Salgadinho, Alto da Conquista, Rio Doce e Passarinho, que cobrem uma área com cerca de 99.293 habitantes. A Rede é composta por lideranças e grupos comunitários que historicamente tocam projetos sociais em seus territórios: Grupo Comunidade Assumindo suas Crianças (GCASC), Movimento Cultural Boca do Lixo e Biblioteca Multicultural Nascedouro, em Peixinhos; Grupo de Teatro Atual (GTA) e Boi Mandingueiro no Alto da Bondade, Alto Sol Nascente e Mata do Ronca; Rede de Bibliotecas Comunitárias (Releitura) e Biblioteca Solar de Ler; Grupo S.O.L. (Sonho, Organização e Luta) no Alto Sol Nascente; Coletivo Sempre Vivas, em Rio Doce; Grupo Ação com Esperança, em Passarinho Alto; e o Projeto Fenealto, no Alto da Conquista.

Como doar
Através da vaquinha online aqui.

Contatos
Instagram
| Facebook

Histórico da Rede e organização das doações

Desde o início da pandemia no Brasil, a Rede tem se unido e pautado a luta pela sobrevivência através de ações diretas para que as comunidades periféricas sejam colocadas como absoluta prioridade nas ações de combate à pandemia. Temos ainda cobrado do Poder Público medidas emergenciais que coloquem a periferia e a população negra como foco nos planos de ação no combate à contaminação pelo Covid-19.

Por causa da propagação do coronavírus no país e adoção de medidas de isolamento social, começamos a distribuição de cestas básicas e produção de sabão ecológico e materiais de limpeza como ações de apoio às comunidades. Com esta atuação de base, já conseguimos alcançar 387 famílias e produzir 520 litros de cloro, 520 litros de detergente, 2.600 litros de água sanitária (a cada litro de cloro podemos produzir até 6 litros de água sanitária) e 525 barras de sabão ecológico amarelo feito a partir da reutilização de óleo de cozinha.

Com a campanha Enfrente, vamos ampliar o trabalho de prevenção ao alastramento do Covid-19, através da produção e distribuição de sabão ecológico, kits de higiene, alimentos e água potável às regiões mais afetadas pelo sistemático desabastecimento em nossas comunidades. Através das seguintes ações, realizadas sempre com o uso dos EPIs necessários, respeitando o distanciamento e as recomendações da OMS e das autoridades sanitárias:

  • compra dos itens das cestas básicas e material necessários para produção do material de limpeza por duas pessoas dos grupos que compõem a Rede;
  • montagem das cestas básicas e produção do sabão ecológico e dos materiais de limpeza no espaço do Grupo Comunidade Assumindo Suas Crianças – GCASC, em Peixinhos, e do Grupo S.O.L. – Sonho, Organização e Luta, no Alto Sol Nascente (as duas equipes são formadas por no máximo 4 (quatro) pessoas. As máscaras utilizadas pela equipe são confeccionadas por costureiras voluntárias das comunidades em isolamento social);
  • transporte das cestas básicas e material de limpeza para os demais grupos, realizado de modo seguro por apenas uma pessoa (o cálculo da quantidade de kits a serem distribuídos por cada grupo será proporcional à população de cada bairro);
  • Distribuição para a população, feita nas sedes dos grupos que compõem a Rede (será feito agendamento prévio com as famílias já listadas que moram nas regiões mais precárias destes bairros e a retirada será realizada em horários alternados de modo a evitar aglomeração e exposição das pessoas envolvidas na ação).

Acreditamos que é dentro das nossas comunidades que estão as grandes soluções para os problemas que enfrentamos e que, com o devido apoio, temos a potência de alcançar até 1.500 famílias. Esperamos que a distribuição de alimentos assim como a produção comunitária de sabão ecológico e materiais de limpeza possam oferecer às comunidades de Olinda a mínima estrutura necessária para uma real e efetiva garantia de sua soberania alimentar e prevenção do contágio pelo Covid-19, de acordo com as diretrizes dos órgãos de saúde nas periferias tão marcadas pelo descaso e vulnerabilidade social.